quinta-feira, janeiro 08, 2009

Bombeiros de S. Martinho do Porto expulsam sócios que tomaram partido da Câmara Municipal...

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto expulsou quatro sócios e apresentou uma queixa-crime contra os antigos membros da Instituição. Em causa está um diferendo com a Câmara Municipal de Alcobaça (CMA) por causa das antigas instalações dos Bombeiros.
A Câmara Municipal de Alcobaça fez uma escritura de usucapião do antigo edifício sede dos Bombeiros Voluntários de S. Martinho do Porto, que a Direcção da Associação tenta, agora, impugnar. O prédio, que está sem qualquer utilização há cerca de 15 anos, está destinado à reinstalação da autarquia local.
Os sócios que testemunharam a favor da Câmara Municipal, como Antunes Pereira (actual presidente da Junta de Freguesia de São Martinho), Joaquim Francisco Pereira, (ex-presidente da Junta), Alexandre Quaresma (ex-comandante dos BVSMP que chegou a propor em Assembleia Geral a venda do edifício) e Vasco Ganhão (antigo dirigente dos Bombeiros) foram expulsos por decisão da maioria dos sócios reunidos em Assembleia Geral da Associação Humanitária.
O comandante da corporação, Joaquim Clérigo, considera que os quatro sócios «prejudicaram a associação» com a posição que assumiram.
Entretanto, Antunes Pereira já anunciou que irá recorrer da decisão, que classifica «de intempestiva», acreditando que a Associação Humanitária terá de «readmitir os sócios expulsos». O presidente da Junta de Freguesia afirma, ainda, que razão sobre este caso «está do lado da Câmara Municipal uma vez que não existe qualquer escritura a provar que o edifício pertence aos Bombeiros».
Antunes Pereira lamenta, ainda, que a Assembleia Geral dos Bombeiros se esteja a esquecer várias acções que a autarquia local tem desenvolvido para ajudar a corporação como o pagamento do carro de combate urbano a incêndios ou o contributo de 15 mil euros para a associação comprar uma nova auto-escada.

7 comentários:

Anónimo disse...

O sr.Pereira tem que perceber algo que ainda não percebeu ou não quer: quem foi expulso de sócio foi ele, o cidadão, e não o Presidente da Junta! E quem auxiliou os BVSMP foi a AUTARQUIA, não fazendo mais do que deve fazer, e NÃO o seu Presidente ou o cidadão sr.Pereira! O sr. Pereira não pode misturar "alhos com bogalhos"!
Quanto ao resto foi pena este senhor ter optado pela ausência na Assembleia Geral pois talvez parasse de dizer barbaridades, como as que subscreve numa "carta aberta" publicada no jornal Região de Cister onde é omitida, deliberadamente, a verdadeira razão da decisão da Assembleia Geral tentando-se, dessa forma, ludibriar a opinião pública. É o desespero de quem se sente perdido! Mas,segundo consta, muito brevemente o sr. Pereira e os restantes signatários dessa carta serão desmascarados e expostos ao ridículo!

Aproveito para desejar um 2009 com grandes conquistas para todos!

Anónimo disse...

Mas estão a esquecer-se do mais importante de isto tudo. Que destino a dar ao edificio devoluto que está a cair de podre no meio da rua. Eu li algumas ideias, mas nada de concreto. Deixar o edificio abandonado 15 anos não me parece ser a solução ideal, pois não?
Cada vez leio mais discussões e menos acções. Infelizmente, e não me interessa quem tem razão. Trabalho na recuperação de edificios Históricos em lisboa e tenho pena de ver isso a acontecer em S. Martinho. A história repete-se. Só mudam as moscas.

Rui Pinhão

Anónimo disse...

Concordo plenamente com o Sr. Rui Pinhão.

É lamentável que a freguesia e que os bombeiros saiam lesados com todas estas "gerrinhas" de gente que não olha a meios para defender apenas os seus interesses pessoais.

Esta inpugnação de escritura por usocapião vai sair muito cara aos bombeiros (mais cara ainda que a festa de Passagem de Ano que, embora tenha corrido muito bem e seja uma mais valia para a freguesia e comerciantes, serviu apenas de pré-campanha para o Sr. Clerigo para as próximas eleições)...

É publico que, embora os bombeiros ocuparam aquele edificio durante anos, quem pagou a sua manutenção foi a CMA.

Quanto é que não irá custar aos bombeiros o tribunal, advogado, indemnizações aos lesasdos, etc?

Era importante que esse edificio fosse restaurado e devolvido à população e não que fosse utilizado para guerrilhas pessoais com interesses pessoais...

A ver vamos no que isto vai dar...

Anónimo disse...

Carta Aberta ao Sr. Ex-Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
de São Martinho do Porto (publicada no Jornal Região de Cister de 31/12/2008)

Realizou-se no passado dia dezanove de Dezembro uma Assembleia-Geral Ordinária da prestigiada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto. Esperava-se uma Assembleia normalíssima não fosse a proposta de expulsão – apresentada pelo então ainda Sr. Presidente da Associação, Sr. Clérigo, casado, desempregado, morador em São Martinho do Porto - dos signatários desta carta aberta.
Proposta sem prévio processo, sem audição dos visados, sem que os visados tenham praticado qualquer acto, por acção ou omissão, ou proferido afirmações públicas ou privadas sobre a vida da Associação, ou terem feito declarações em que a Associação fosse mencionada expressa ou implicitamente.
Tratou-se de um acto gratuito e prepotente, que não respeita o mínimo de ética ou de princípios democráticos.
Tratou-se de um acto que poderá vir a ser impugnado com vários fundamentos. Não houve defesa, mas apenas acusação, infâmia, desorientação, desassossego e medo de quem se sente desconfortável pelo nível de endividamento sem retorno a que conduziu a Associação, e também por quem se sente inseguro do resultado da acção judicial que envolve o Município e, a título pessoal, mais cinco pessoas. E tem, ao que julgamos saber, boas razões para se sentir nseguro. Temos pena do envolvimento de cidadãos de boa fé, a quem também tem sido imposta uma estratégia suicidária…
A sua estratégia teve o mérito de acusar e condenar unilateralmente, por delito de opinião. Pensávamos que isto já estava fora de uso. Para efeitos de mera análise, e, apenas como cenário vamos imaginar que perde a acção judicial em que se envolveu.
Será que, neste caso não apresenta de imediato a sua demissão? Ou será que não aproveita mesmo a oportunidade para se livrar das dívidas em que envolveu a Associação?
Qualquer que seja o resultado da acção judicial, com a aprovação da proposta de expulsão, nos termos referidos, já perdeu a dignidade e o direito de ser respeitado como homem de bem. Os Bombeiros de São Martinho do Porto valem muito mais do que estes episódios e do que os seus autores.
A deliberação de expulsão dos signatários foi aprovada com um fundamento não previsto no artigo 26º dos Estatutos e sem que os signatários tivessem podido exercer o seu direito de defesa pela forma e no momento previstos na lei. Por isso essa deliberação de expulsão é nula.
São Martinho do Porto, 23 de Dezembro de 2008.

Os Signatários
Manuel Antunes Pereira
Vasco Ganhão Rodrigues
Alexandre José Quaresma Martins Ferreira
Joaquim Francisco Pereira

Anónimo disse...

Mandei um comentário sobre este mlamentável ssunto,que nao foi publicado e que era uma mera opiniao.
Quero acreditar que nao foi censurado, porque se o fosse nunca mais connsultava este blog e passaria a palavra, o que nao me é difícil.

AReis

Ernesto Feliciano disse...

Caro AReis,

Não houve até ao presente momento nenhum acto de censura a qualquer comentário seja de quem for.

Não tenho também nenhum comentário pendente para publicação, pelo que, caso se confirme que o comentário de que fala não foi publicado, é porque terá ocorrido qualquer erro.

Solicito que verifique se de facto o comentário não está publicado (pode ter escrito o comentário noutro artigo), e se confirmar que não se encontra, terá que enviar novamente a sua opinião através de novo comentário.

Cumprimentos,
Ernesto Feliciano

Anónimo disse...

Amigos como antes.

No citado artigo insurgi-me contra os saneamentos e as ocupaçoes selvagens porque já nao estamos em 1975.
Há que respeitar a diferença de opinioes, porque daqui nasce a luz e a clarificaçao.

AReis