terça-feira, janeiro 27, 2009

Etar pode ficar pronta este ano...



A TrevoOeste estima que a Estação de Pré-tratamento de Efluentes de Suinicultura (ETES) de São Martinho do Porto esteja pronta em Setembro de 2009.
A data de conclusão desta obra já foi corrigida por diversas vezes. As previsões iniciais apontavam para a conclusão da Etar, localizada junto à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da empresa Águas do Oeste para o final de 2008.
Um dos motivos de tanto atraso é a falta de regulamentações do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN já que a construção desta como das ETAR da Benedita e do Cadaval foram alvo de uma candidatura aos fundos comunitários.
Pedro Alves, vice-presidente da TrevoOeste, não se mostra preocupado com os atrasos que atribui a «questões técnicas», lembrando, ainda, que a «estação de pré-tratamento irá ser dotada de uma tecnologia não prevista no projecto inicial, designadamente ao nível do tratamento de odores».
As futuras três Estações de Tratamento de Efluentes Suinícolas da TrevoOeste, que, no total, representam um investimento superior a 28 milhões de euros, terão capacidade para pré-tratar 1.230 metros cúbicos de efluentes gerados por mais de 290 mil suínos de 619 explorações existentes nos concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha, Cadaval, Óbidos e Bombarral.
In www.cister.fm

18 comentários:

Anónimo disse...

A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado

Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.
De acordo com os especialistas - e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível - Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

Anónimo disse...

Na sua viagem pelas Praias de Portugal – Póvoa do Varzim, Granja, Vila do Conde, Figueira da Foz, Pedrouços, Cascais, Ericeira, Nazaré, Setúbal – Ramalho Ortigão dedica um capítulo às “praias obscuras”, que descreve como”pontos adequados à instalação de uma família em uso de banhos”.

Ente essas “pequenas praias” refere como “particularmente dignas de menção” as de Âncora, Apúlia, Lavadores, Furadouro, Costa Nova, Assenta, Santa Cruz, São Pedro de Moel, Porto Brandão, Alfeite, Fonte da Pipa e a de São Martinho do Porto.

Eis como Ramalho, à luz do Séc. XIX, viu a praia de São Martinho do Porto, que em meados do século seguinte viria a atingir por entre névoas e ambiguidades um destino prodigioso:

“ São Martinho do Porto, na Estremadura, entre as Caldas da Rainha e Alcobaça.

É uma povoação de pescadores.

Aluga por módicos preços vinte ou trinta casas mobiladas.

Está ligada à Marinha Grande por um caminho–de-ferro americano, e comunica com as Caldas da Rainha, com Alcobaça e com a Batalha por uma boa estrada.

A temporada em São Martinho do Porto presta-se às mais interessantes excursões artísticas que se podem fazer comodamente em Portugal.

São Martinho do Porto é principalmente habitado nos meses de Verão por famílias espanholas.

As pessoas de Leiria , de Alcobaça, da Marinha Grande preferem a Nazaré.

A viagem de Lisboa a São Martinho do Porto faz-se por Chão de Maçãs e Leiria ou pelo Carregado e Caldas, e custa mais ou menos uma libra por passageiro tomando lugar de primeira classe no caminho–de- ferro e prosseguindo na diligência do Carregado ou de Leiria.

Em Setembro do ano passado encontrámos em Mérida uma estimável família espanhola que chegava de São Martinho do Porto.

Traziam cabazes cheios de excelente fruta de Alcobaça.

Tinham-se provido para o seu Inverno de uma barrica de magníficos badejos, pescados em São Martinho e conservados em salmoura.

Disseram-me maravilhas da cómoda e tranquila vida passada durante dois meses no agradável retiro que tinham tido a lembrança de escolher. “

Anónimo disse...

O beijo da quilha
na boca da água
me vai trocando entre céu e mar,
o azul de outro azul,
enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
de minha própria origem
e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma

Se chorasse, agora,
o mar inteiro
me entraria pelos olhos.

Mia Couto

Anónimo disse...

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.


fernando pessoa

Anónimo disse...

Insónia roxa. A luz a virgular-se em medo,
Luz morta de luar, mais Alma do que a lua…
Ela dança, ela range. A carne, álcool de nua,
Alastra-se pra mim num espasmo de segredo…
Tudo é capricho ao seu redor, em sombras fátuas…
O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou…
Tenho frio… Alabastro!… A minha Alma parou…
E o seu corpo resvala a projectar estátuas…
Ela chama-me em Íris. Nimba-se a perder-me,
Golfa-me os seios nus, ecoa-me em quebranto…
Timbres, elmos, punhais… A doida quer morrer-me:
Mordoura-se a chorar - há sexos no seu pranto…
Ergo-me em som, oscilo, e parto, e vou arder-me
Na boca imperial que humanizou um Santo…

Mário de Sá-Carneiro

Anónimo disse...

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que de tou.
Mostro aos olhos que não te disfugura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:

Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.

Miguel Torga

Anónimo disse...

Lançamos o barco.
Sonhamos a viagem;
quem viaja é sempre o mar.

Mia Couto

Anónimo disse...

Isto anda tudo muito caladinho... Cá para mim está para rebentar algo!!!
Será que o proprietário do blogue também vai colocar aqui o ultimo comunicado dos bombeiros voluntários (que achei bem esclarecedor) distribuido à população?
Acho a "Onda de Mudança" muito parada. O que se passa? Talvez estejam em preparação de algo e não tenham tempo, então aí peço as minhas desculpas. Mas acho que não chega só o colocarem as questões nas Assembleias de Freguesia, pois as pessoas que estão presentes, infelizmente são poucas e sempre as mesmas. Desculpe Dr. Ernesto mas acho que deviam aparecer mais na chamada "rua", senão correm o risco de ser esquecidos e, segundo penso, a altura é de tudo menos de serem esquecidos!
Melhores Cumprimentos,

Anónimo disse...

O grande mistério não é termos sido lançados aqui ao acaso, entre a profusão da matéria e das estrelas; é que, da nossa própria prisão, conseguimos extrair, de dentro de nós mesmos, imagens suficientemente poderosas para negar a nossa insignificância.

André Malraux

Anónimo disse...

A arte de perder não é nenhum mistério,
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério

(...)

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios e mais um continente.
Tenho saudades deles. Mas não é nada sério.


Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

Elizabeth Bishop

Anónimo disse...

Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.


Carlos Drummond de Andrade

Anónimo disse...

Verdadeiramente não há nem pode haver perigo de erro onde o incerto se não lê como certo, senão o duvidoso como duvidoso e o falível como falível.

Padre António Vieira

Anónimo disse...

ANTÓNIO LOBO ANTUNES
(Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão, Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha, Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

Anónimo disse...

Não temos nada para o carnaval este ano?

Anónimo disse...

Este ultimo anónimo deve ser daqueles que tudo o que se faça critica?ele diz que nao à nada faça ele e todos os estão sempre a cricar aquilo que os outros fazem. cOMO ESTÃO A VER PELO NOME CHEGUEI,JÁ TINHAM SAUDADES MINHAS TENHO ESTADO FORA DO PAIS MAS ESTOU AO CORRENTE DE TUDO QUE SE TÊM PASSADO POR CÀ POR AQUILO QUE ME TENHO APERCEBIDO E GHEGUEI ONTEM PARECE QUE A ONDA DE MUDANÇA A NOSSA ESPERANÇA QUE TUDO ISTO MUDÁ-SE FINALMENTE DESAPARECERÂO
?

Anónimo disse...

O anónimo responde com todo prazer, sem erros ortográficos e sem maiusculas, pois pode não saber mas na internet, maiusculas é gritar.
Não conheço sua Exa, nem me interessa, apenas interesso-me pela vila e como tenho aí casa gostaria de saber se vai haver alguma coisa para este carnaval. Já agora não me inclua no mesmo saco de outras pessoas porque a mim não me interessam as politiquices.
Um pouco de respeito e educação também lhe ficavam bem, já que para se ser respeitado, deve-se respeitar os outros.

Rui Pinhão

Anónimo disse...

Caro anónimo,
Só quem anda muito distraído é que ainda não viu os panfletos espalhados por todo o são martinho a anunciar já as Festas de Carnaval...
Se não passa por cá, posso dizer-lhe que consta de 2 bailes com 2 bons conjuntos e um concurso de máscaras.
Os dias não sei de cor, mas se estiver interessado informo. Vai passar-se no antigo salão de festas dos bombeiros.
A nossa terra vai mexendo! Claro que, como sempre, é sempre o mesmo grupo de "carolas" e gente de boa vontade a organizar, pois apoios oficiais... é mentira, não se consegue!
Cumprimentos

Anónimo disse...

Pois mas o anonimo tem razao. Eu moro em s.martinho e ainda nao ouvi nada sobre o carnaval. Há já sei quando faltar 5 dias para o carnaval é que começam a fazer publicidade. São sempre as mesma pessoas porque querem. E que tal começarem a convidar pessoas, a falarem com os habitantes exporem as ideias, acredite que a pessoas que gostavam de partecipar em actividades. Temos boas pessoas com grandes ideias mas nao sabem procurarem. Acho que deviamos era preocupar nos mais em tentar arranjar actividades culturais, em vez de entrarem em discussao, é que não leva a lado nenhum.